domingo, 6 de abril de 2008

Resenha Homo Sapiens 1900

HOMO SAPIENS 1900. Direção: Peter Cohen. First Run/Icarus Films, 1998. 88 min.

Peter Cohen nasceu na Suécia em março de 1946. O fato de ser filho de um judeu alemão que fugiu de Berlim, escapando da perseguição nazista, é decisivo para sua obra. Produziu mais de quarenta documentários e filmes, com destaque a Arquitetura da Destruição.
Em Homo Sapiens 1900, Cohen mostra como a vontade de melhorar, que sempre moveu o homem ao longo da história, adquiriu faces horrendas em nome da eugenia, em outras palavras, o aperfeiçoamento do homem por meio da genética. Essa idéia, datada de 1900, iria ficar para sempre manchada na memória do século XX.
O conceito de higiene racial, inaugurado por Ploetz, começou a ganhar popularidade já no início do século XX. Baseado na observação de que deveria haver um controle da seleção natural, indicava dois caminhos a serem seguidos: cruzar os considerados superiores entre si, ou impedir que raças inferiores se reproduzissem. Foi assim que, escolhendo o segundo caminho, países como os EUA e a Suécia defenderam leis de esterilização a fim de “limpar” as pessoas que não se enquadravam em seus ideais de raça.
Na Alemanha, o Partido Nacional Socialista foi o primeiro a adotar a higiene racial como ponto central de seu programa. Acreditavam que o bem-estar da sociedade moderna dependia da qualidade do sangue e da raça. Como a eugenia positiva não funcionou por entrar diretamente em contradição com a defesa da união da família, optou-se por um programa de exclusão dos julgados mental ou fisicamente inferiores.
É importante destacar que as idéias baseadas na eugenia migraram de um conceito da biologia para o da política e da antropologia, e ao serem colocados em prática causaram estragos maiores do que talvez seus defensores poderiam ter imaginado inicialmente.

Um comentário:

Anônimo disse...

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