sábado, 21 de junho de 2008

Resumo Texto nº10

VILMAR-KRAUSE, Dietfrid. A negação dos assassinatos em massa do nacional-socialismo: desafios para a ciência e para a educação política.

Os crimes cometidos pelos nazistas nos impõem compromissos permanentes, e é por isso que devemos abordar o tema da negação dos assassinatos em massa cometidos pelo nacional-socialismo. À época, muitos não acreditaram, e não queriam acreditar, que alguém poderia ser capaz de fazer algo assim. Da mesma forma, hoje as declarações dos negacionistas suscitam dúvida e devem ser contra-argumentadas claramente.
Correntes de opinião poderosas forma criadas por aqueles que negam a existência de Auschwitz. Seus adeptos pretendem fazer uma revisão da história (revisionismo). Inicialmente relativizaram as declarações das testemunhas, mas depois começaram a negar os testemunhos alegando que os relatos eram exagerados. Nas décadas seguintes, os assassinatos em massa passaram a ser negados, centrando-se na quantidade de pessoas assassinadas, nas técnicas, nos documentos e nos locais dos assassinatos, e na existência das câmaras de gás. Ademais, é questionada a culpa dos alemães pela guerra.
Membros do Partido Nacional Democrático da Alemanha (NPD) ocuparam-se inúmeras vezes da negação dos assassinatos. Um dos principais argumentos era o Relatório Leuchter, documento questionável com bases supostamente empíricas que dizia que não teria havido câmaras de gás em Auschwitz. O impacto causado pelos casos fez com que vários negadores fossem presos por anos.
A argumentação dos negadores é baseada em pareceres técnicos e métodos que não correspondem aos princípios científicos e na descontextualização de documentos de fatos históricos. Os trabalhos revisionistas possuem muitos detalhismos e se centram, quanto ao conteúdo, no campo de concentração de Auschwitz e no motivo anti-semita, marcados de ódio e desprezo.
Ainda que existam vários argumentos que comprovem que houve a matança de judeus e outros indesejáveis na concepção dos nazistas, os defensores da negação, dado o nível de isolamento que chegaram, não irão discutir. Só cabe a nós argumentar contra eles.

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